O 1° Encontro de internacionalização no Campus Volta Redonda aconteceu no dia 10/11, das 13h às 20h. O público-alvo do evento são estudantes do IFRJ, servidores, comunidade externa e egressos. A programação envolve relatos de experiência de Jovens Embaixadores e de servidores do exterior, qual o procedimento para estudar no exterior, oportunidades de intercâmbio e muito mais. […] (Fonte: Post no instagram.com/ifrjcvr)
Boa tarde, gente! Hoje é dia 10 de novembro de 2022 - o único da nossa existência, como diria minha amiga maravilhosa (a Ingrid) em seu sotaque alagoano belíssimo.
Meu nome é Janine Paiva Avellar, tenho 22 anos, sou técnica em Automação Industrial formada aqui no IFRJ em julho de 2018 e graduanda (veterana, já no 8º período) do bacharelado em Adm. Pública na UFF de VR. Fui Jovem Embaixadora dos EUA em 2018, anfitriã da chama olímpica em 2016 e participante da LALA - Academia de Liderança da América Latina também em 2018. Mas, depois eu conto mais sobre isso tudo.
Primeiramente, quero apresentar a vocês os temas que tocarei nessa fala, nessa conversa - onde estou no palco mas gosto de vê-los e também quero ouví-los.
CORAGEM, CANSAÇO, MEDO, FADIGA, VULNERABILIDADE, RISCOS, TENTATIVA, ERROS, ACERTOS, CONQUISTAS, AUTONOMIA, APRENDIZAGEM, IMPERFEIÇÃO, FUGA, AVENTURA, GRATIDÃO, CONEXÃO, EXPERIÊNCIA, COLETIVIDADE, POLÍTICA, INDIVÍDUO, TRAJETÓRIA, BRASIL, MUNDO, JUVENTUDE
O que sentimos e pensamos ao ler e ouvir essas palavras?
Bom, vamos lá. Estou no palco, mas em momento nenhum estou num pedestal. Se eu estiver, saibam que cada um de vocês está em cima dele comigo, lado a lado e olho no olho.
PARA COMEÇAR DE FATO, porque até então eu estava escrevendo o prefácio de minha fala para vocês: Eu queria saber quem aqui tá CANSADO? Do ano de 2022, do período letivo, do curso, da vida, das mesmas ladainhas de sempre?
Então, ANTES DE MAIS NADA, vamos evitar a fadiga?
Mais especificamente, a FADIGA DA DESISTÊNCIA (Fonte: @contente.vc)
O que é a fadiga da desistência e como ela te distrai dos seus objetivos? É a sensação de desânimo e desengajamento que surge sempre que nos deparamos com um novo desafio, um processo de aprendizagem ou uma atividade que demanda consistência e foco por longos períodos.
Como acontece? Com conteúdos cada vez mais rápidos e que não demandam tanto esforço cognitivo, nosso cérebro se habitua ao estado de "repouso" [modo difuso de pensamento, essencial quando aliado à modalidade focada --- fonte Livro e curso “Aprendendo a Aprender / Learning How to Learn: A Mind for Numbers”] , só que induzido. Ou seja, você não está descansando de fato, mas também não está dando ao seu cérebro os estímulos necessários para aprender coisas novas, focar, etc. Isso ocorre, por exemplo, quando conseguimos passar horas nas telas, mas não temos atenção suficiente para ler durante 20 minutos consecutivos [modo focado].
Qual é o impacto no processo de aprendizagem? Como os processos de aprendizagem, o foco e a constância demandam grande atividade neural e gasto de energia. Quando nos habituamos a um estado de "repouso induzido" sem descanso, condicionamos o nosso cérebro a ter cada vez menos períodos de criação, criatividade e esforço.
O antídoto em 3 Cs: Consumo: As informações que você consome, a quantidade de tempo que você gasta online e como você usa as ferramentas do digital podem dizer muito sobre a sua fadiga da desistência. Se questione: quanto do que você consome (on e offline) é responsável pelas suas sensações de cansaço e, mais tarde, pela sua desistência diante de um novo desafio de aprendizagem? Constância: A única forma de desenvolver constância é tentando. Na internet - e para além dela -, construir hábitos que ajudem seu cérebro a ter constância passa, antes de qualquer coisa, por entender quais são os seus gatilhos de distração. Depois disso, é hora de começar a hackear o que te distrai de você e tentar. Criatividade: A principal consequência na fadiga da desistência é nos distanciar do nosso potencial criativo. Para recuperar sua criatividade, tente se reconectar com conteúdos, referências, formatos, formas de consumo que você gosta mas que não tem consumido por conta da fadiga. Depois do esforço, você vai ver que vale a pena.
Levando tudo isso em conta, como poderemos acrescentar mais um sonho, mais uma demanda/pressão em cima de nós mesmos?
E será que estamos nos questionando, de fato, de onde esses desejos vêm? Será que são uma vontade interna, autêntica e amorosa, ou uma pressão difusa (e talvez até externa) pautada de uma noção de que somos eternamente insuficientes - ou não bons o suficiente?
As EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS que tive o grande privilégio e sorte de ter foram extremamente importantes para a minha trajetória. Mas não posso deixar de ressaltar que elas foram importantes pelas pessoas que conheci e troquei ideia/saberes/conselhos, pelo conhecimento e vivências de mundo expandidos, e não necessariamente por conta do local ou por ter sido fora do Brasil.
Na minha visão, não podemos subestimar, tentar apagar ou fugir de nossos ENRAIZAMENTOS E VIVÊNCIAS NACIONAIS. É importante valorizar de onde viemos, quem são as pessoas e instituições que nos dão suporte, amparo e para quem devemos retribuir todo esse amor.
Nesse sentido, sonhar, planejar e executar AÇÕES LOCAIS é fundamental para nos conectarmos com nossas comunidades em nosso territórios. Mesmo na era da hiperconectividade e digitalização/virtualização da vida, o mundo real (o tal do terraverso em vez do metaverso) é onde tudo acontece de fato. Assim, é com a mão na massa e o olho no olho que podemos ir construindo, pouco a pouco, as vidas que gostaríamos de viver - ou o “mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível” para parafrasear o escritor Charles Eisenstein (que escreveu um livro intrigante, mas certamente não-perfeito, com este belo nome).
É dessa forma, aliando conhecimentos, interações e experiências/vivências internacionais com as ações locais que podemos construir verdadeiramente a famosa PERSPECTIVA GLOCAL. Esse modo de pensar e de atuar no mundo nada mais é que um jeito de aliar global + local (formando, assim, o glocal) para fortalecer redes de conexão e gerar impactos positivos e sustentáveis.